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Voltar para Notícias Obras e Manutenção | 28/02/2018 19:36:56

 


Mais de 5 mil animais são registrados em obras da Linha 13-Jade da CPTM

 Entre os animais registrados, 73% são aves, 24% mamíferos, 2,6% répteis e 0,2% anfíbios

Encontrar um animal ferido ou perdido próximo aos centros urbanos é uma realidade cada vez mais presente. O crescimento das cidades modifica ou ocasiona a perda do habitat natural da fauna silvestre, e os animais acabam fazendo da cidade parte de seu habitat, se aproximando cada vez mais das zonas urbanas.

Pensando no bem-estar dos animais, a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) realiza o programa de “Resgate e Translocação de Fauna Silvestre”. O objetivo é a realização de rondas diárias nas frentes de obra antes do início das atividades para verificar a presença de animais nos locais. Caso seja constatada a presença de animal silvestre, o afugentamento ou resgate é realizado pela equipe técnica habilitada. O resgate é feito quando os animais estão debilitados, feridos ou quando se abrigam e permanecem nas áreas em construção e seu bem-estar ou até mesmo o dos trabalhadores ficam comprometidos. O principal objetivo da atividade é reduzir os impactos decorrentes da implantação da nova linha sobre a fauna local.

Durante as rondas diárias, as equipes técnicas realizam o registro dos animais visualizados, afugentados e resgatados. Em 3 anos de atuação, foram registrados mais de 5 mil animais ao longo dos trechos de obras da Linha 13-Jade, que ligará a capital paulista ao aeroporto Internacional de Guarulhos.

Espécies de aves, gambas, lagartos entre outros animais encontrados feridos são encaminhados ao CRAS (Centro de Recuperação de Animais Silvestres), localizado no Parque Ecológico do Tietê (PET). Os saudáveis são resgatados e soltos em áreas definidas. Todos os registros dos animais identificados são repassados ao DeFau (Departamento de Fauna – Centro de Manejo de Fauna Silvestre) da Secretaria do Meio Ambiente, que mapeia os dados biométricos (espécie, sexo, peso, entre outros).

Dentre os animais resgatados estão capivaras, quatis, gambás-de-orelha-preta, teiú, sábia-barranco, bem-te-vi-do-gado, Coruja-buraqueira, Socó-dorminhoco, Rolinha-roxa e Cardeal-do-nordeste.

De abril de 2014 até setembro de 2017, foram registrados 6.819 animais, desse total, 59 deles foram destinados ao CRAS e passaram por todo o processo de triagem, cuidados médicos veterinários, alimentação e reabilitação, quando aptos retornaram à vida selvagem. 202 foram translocados para áreas de soltura do PET, após passarem pelo atendimento em campo feito pelas equipes de médicos veterinários e biólogos, terem sido marcados e coletados seus dados biométricos. Os demais animais que não necessitaram de resgate foram afugentados para áreas adjacentes.

Esse trabalho é feito por uma equipe composta por médicos veterinários e biólogos autorizados pelo órgão ambiental DeFau. O programa será mantido até o final das obras da Linha 13-Jade.

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