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Voltar para Notícias Eventos | 30/08/2016 17:07:27

 

​Estação Itaquaquecetuba recebe projeto que escreve cartas para usuários

 Modernos escrivães escrevem cartas que são enviadas gratuitamente com foto do remetente tirada na hora


Oficio que começou na Lisboa antes do descobrimento do Brasil: escrivães. Em mesas postas ao longo da praça central, eles ofereciam à população seus préstimos de escribas. Este oficio está voltando nas estações da CPTM através do projeto Ateliê de Memória e Narrativa, do Coletivo Estopô Balaio, que escreve cartas a pedido dos usuários.

Não importa que o Correio informe que o volume de correspondências por pessoas físicas diminuiu 70%. Nem o WhatsApp, e-mails, Facebook, Instagram e outros avanços tecnológicos e suas incríveis ferramentas: a carta manuscrita é um meio carinhoso de comunicação com as pessoas amadas - sejam elas mãe, pai, filhos ou amigos. Elas suavizam a saudade de pessoas que estão longe.

A iniciativa, que lembra a personagem Dora (Fernanda Montenegro) do filme Central do Brasil, de Walter Salles, retorna à Estação Itaquaquecetuba na Linha 12-Safira, nesta quinta-feira, dia 1º de setembro, das 10h às 13h. Quem passar pelo local poderá ter suas histórias, sentimentos e recados registrados em cartas, para serem enviadas à pessoa escolhida pelo usuário. Junto à correspondência, também seguirá uma foto do remetente feita na hora com uma câmera Polaroide. 

Ramilla Souza-Coletivo Estopô Balaio.jpgOs integrantes do Coletivo Estopô Balaio chegam com o coração aberto, dispostos a ouvir as histórias daqueles​ que têm amigos e parentes distantes ou, simplesmente, desejam fazer uma declaração para a mãe, o pai, ou um grande amor. Sem nenhum tipo de censura ou restrições, as cartas serão enviadas para qualquer local, do Brasil ou do mundo, retratando qualquer tema, anseio ou pedido de ajuda.

O Estopô revive ”O Auto dos Escrivães do Pelourinho” que nos mostra em cena personagens do cotidiano da Lisboa quinhentista, ou seja, escrivães que desenvolvem seu ofício na Praça do Pelourinho Velho, região central da cidade, próxima à Ribeira. Em mesas postas ao longo da praça, esses homens ofereciam à população seus préstimos de leitores e, principalmente, de redatores de cartas, de ofícios, de petições, de documentos de toda ordem, prática e ofícios registrados em obras históricas que descrevem a Lisboa antiga. 

Serviço

Ateliê de Memória e Narrativa do Coletivo Estopô Balaio
Local: Estação Itaquaquecetuba, na área livre, na passarela, em frente à entrada 
Datas: quinta-feira, 1º de setembro, das 10h às 13h

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