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Voltar para Notícias Eventos | 28/11/2016 13:35:27

 

Projeto que escreve cartas para usuários prossegue na Estação Brás​

 Nesta quarta-feira, dia 30, voluntários escreverão cartas que serão enviadas gratuitamente com foto do remetente tirada na hora

Com a proliferação dos aplicativos whatsApp, messenger, spike e-mails, SMS, os chats, Facebook entre tantos outros os avanços tecnológicos, enviar e receber cartas se tornou um hábito quase ultrapassado. Mas escrever uma missiva, ainda é uma das mais belas manifestações de amizade, amor e carinho para as pessoas que, apesar da distância física, moram em nossos corações. Pensando nisso, o Coletivo Estopô Balaio criou o projeto Ateliê de Memória e Narrativa, que escreve e envia cartas de usuários para amigos e familiares distantes. 

Na próxima quarta-feira, dia 30, das 14h às 17h, quem passar pela Estação Brás poderá ter suas histórias, sentimentos e recados registrados em cartas que serão escritas pelos integrantes do grupo para serem enviadas à pessoa escolhida pelo usuário. Junto com a carta, também será enviada uma foto do remetente feita na hora com uma câmera Polaroide. 

Os integrantes do Coletivo Estopô Balaio chegam com o coração aberto, predispostos a mais do que escrever cartas, ouvir as histórias daqueles que tem amigos e parentes distantes ou, simplesmente, desejam fazer uma declaração para a mãe, o pai, ou até mesmo para um grande amor.  Sem nenhum tipo de censura ou restrições, as cartas serão enviadas para qualquer local, do Brasil ou mundo, retratando qualquer tema, anseio ou pedido de ajuda. 

A iniciativa lembra o filme Central do Brasil, do cineasta Walter Salles. No filme a personagem Dora (Fernanda Montenegro) escrevia cartas para analfabetos que passavam pela Estação Central do Brasil e viam nas cartas a oportunidade de matar a saudade de seus entes queridos.  

Seguramente as cartas são o meio de comunicação mais antigo do mundo. Não existe uma data de quando elas surgiram, mas os reis do antigo Oriente Médio já escreviam cartas. Pesquisadores garantem que a carta é a mãe de todos os gêneros textuais, ao lado dos mitos e contos populares. Já no Egito, mais de 4 mil anos antes da Era Cristã, existiam os sigmanacis, mensageiros que levavam recados escritos a pé ou montados em cavalos e camelos
 


Serviço
Ateliê de Memória e Narrativa do Coletivo Estopô Balaio Serviço
Local: Estação Brás, linhas 10-Turquesa, 11-Coral e 12-Safira  
Dias: 30/11 e 07/12
Horário: das 14h às 17h
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